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Delegado diz que foi sondado por Ramagem em 2019 sobre assumir PF do Rio de Janeiro

Chefe da PF-AM, Alexandre Saraiva prestou depoimento em inquérito que apura se Bolsonaro interferiu na corporação. Ramagem chegou a ser nomeado diretor-geral da PF em abril, mas STF barrou.

Publicada em 13/05/20 às 23:00h - 150 visualizações

por G1


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 (Foto: G1)

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, afirmou nesta quarta-feira (13) em depoimento que em 2019 foi sondado pelo diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, se aceitaria assumir o cargo de superintendente da PF no Rio de Janeiro. Segundo Saraiva, ele disse "prontamente" que sim.

Também no depoimento, Saraiva disse que não tem "qualquer vínculo" com o presidente Jair Bolsonaro.

Saraiva prestou depoimento no inquérito que apura se Bolsonaro tentou interferir na PF. Em abril, Sergio Moro anunciou a demissão do cargo de ministro da Justiça afirmando que Bolsonaro havia interferido na corporação ao demitir o então diretor-geral, Maurício Valeixo.

No ano passado, o presidente disse que queria Alexandre Saraiva como superintendente da PF no Rio de Janeiro. Outro delegado, Carlos Henrique de Souza, contudo, foi quem assumiu o posto. Souza é o atual diretor-executivo da corporação.

"[Saraiva disse] que no início do segundo semestre de 2019, recebeu uma ligação do dr. Ragem, perguntando ao depoente [Saraiva] se ele aceitaria assumir a superintendência da Polícia Federal no RJ, ao que o depoente prontamente aceitou."

Segundo ele, foi dito por Ramagem que Bolsonaro procurava nomes para o cargo. Saraiva não soube dizer, entretanto, o porquê de Ramagem fazer sondagens sobre cargos não subordinados a ele.

Saraiva disse ainda que, no aeroporto de Manaus, "foi inquirido pelo então ministro [Sergio Moro] nos seguintes termos: 'Saraiva, que história é essa de você no Rio de Janeiro?'". Segundo Saraiva, ele relatou a Moro ligação telefônica de Ramagem.



Relação com Bolsonaro

Sobre a relação com Bolsonaro, afirmou "que o depoente não tem qualquer vínculo de amizade com o presidente da República nem com seus familiares". Saraiva também disse que foi sondado para o Ministério do Meio Ambiente, em 2018, após a eleição de Bolsonaro.

Além de Saraiva, outras pessoas prestaram depoimento no inquérito, entre as quais Maurício Valeixo (ex-diretor-geral da PF), Carlos Henrique Souza (ex-superintendente da PF no RJ) e os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Maurício Valeixo, por exemplo, afirmou que Bolsonaro disse a ele que queria alguém com "maior afinidade" no posto.

Augusto Heleno, por sua vez, disse ser "natural" que o presidente da República quisesse uma pessoa "próxima" no cargo.


Troca na PF

Bolsonaro demitiu Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da PF em 24 de abril e nomeou Alexandre Ramagem quatro dias depois. Ex-chefe da segurança de Bolsonaro, Ramagem é considerado um "amigo" pelo presidente.

O PDT questionou a nomeação, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu o ato de Bolsonaro.

Com a suspensão, Ramagem voltou a ocupar o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), e o delegado Rolando Alexandre de Souza, subordinado a Ramagem na Abin, foi nomeado novo diretor-geral da PF.

'Missão' na PF do Rio

Conforme o relatório do depoimento, Alexandre Saraiva disse nesta quarta-feira que a sondagem do nome dele para a Superintendência da PF no Rio de Janeiro "não se revestiam de nenhuma missão ou intenção pontual e específica de interesse" de Bolsonaro ou de Moro, pois "se assim o fosse, o depoente prontamente rechaçaria".

Ao anunciar a demissão do cargo, Moro mencionou vezes em que Bolsonaro tentou mudar o comando da PF no Rio de Janeiro.

Em depoimento, o ex-ministro disse que Bolsonaro afirmou a ele: "Você tem 27 superintendências, eu quero apenas uma".

Nesta quarta, Alexandre Saraiva afirmou que "todos" que conhecem a superintendência da PF no Rio de Janeiro sabem que a produtividade da unidade "não é lá essas coisas".




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